Silêncio na Sala Vip
O aeroporto executivo de São Paulo era um aquário de vidro sob o assédio da tempestade. Lá fora, o céu de chumbo engolia a pista, forçando o tráfego aéreo a uma imobilidade forçada. Dentro da sala VIP, o zumbido do ar-condicionado era o único som que preenchia o vácuo deixado pela adrenalina das últimas horas. Beatriz observava seu reflexo no vidro escuro: a maquiagem impecável, a postura ereta, uma armadura que, pela primeira vez, parecia pesar mais do que a própria pele.
Arthur estava sentado a poucos metros, absorto em seu tablet. A fusão estava garantida, Ricardo fora desmoralizado e os contratos imobiliários
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