A Primeira Prova de Fogo
O ar na suíte reservada da Fundação Viana era rarefeito, carregado com o perfume de orquídeas frescas e a eletricidade estática de uma negociação que não admitia falhas. Beatriz mantinha a coluna reta, o tecido de seda de seu vestido branco — uma armadura de luxo que Ricardo tentara usar para humilhá-la — parecendo agora uma segunda pele. Do outro lado da mesa de mogno, Arthur Viana a observava não como uma mulher, mas como o ativo mais volátil de seu portfólio.
— O contrato é simples, Beatriz — disse ele, a voz desprovida de calor, mas carregada de uma autoridade que moldava o ambiente. — Você mantém a imagem de noiva impecável. Em troca, a Viana Holdings absorve as dí
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