O Fim da Fachada
O escritório de Arthur Viana, antes um santuário de poder inalcançável, parecia agora uma redoma de vidro prestes a estilhaçar. O ar estava pesado, carregado com o cheiro de mogno polido e a eletricidade estática de uma rendição que ainda não havia ocorrido. Helena estava parada diante da mesa, o arquivo de couro pardo — a prova viva da podridão que unira suas famílias há duas décadas — pesando em suas mãos como um cetro de ferro. Arthur estava sentado, a postura rígida tentando mascarar a fraqueza física que os eventos recentes lhe impingiram. Seus olhos, contudo, não demonstrav
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