A Cidade Acorda
O som dos sinos da Matriz cortou a praça como uma lâmina enferrujada. Elias parou no centro do calçamento irregular, as mãos enfaixadas latejando sob a gaze grossa. O cheiro de carne queimada ainda subia das ataduras — lembrança do momento em que arrancara o servidor de backup das chamas, segundos antes do protocolo de destruição engolir a prova do cativeiro de Beatriz.
Atrás das grades da viatura da Polícia Federal, o Patriarca Valente parecia menor. O homem que por décadas sustentara a cidade com o peso do Livro Negro agora
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