O Fim da Linhagem
O ar na praça da igreja era uma mistura sufocante de incenso, suor e o cheiro metálico de uma tempestade iminente. Elias mantinha Beatriz colada ao seu corpo, um escudo de carne entre ela e o cordão de isolamento da Polícia Militar. O relógio no pulso de Elias pulsava em vermelho: 24 minutos. Era o tempo que a máscara de oxigênio de Beatriz ainda garantiria, mas o verdadeiro cronômetro era o silêncio tenso dos oficiais à frente.
De repente, o som começou. Não foi um grito, mas o apito eletrônico uníssono de centenas de celulares. A multidão, antes paralisada pelo medo reverencial à família Valente, começou a balbuciar.
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