O Relógio de Areia
O ar no bunker da Mansão Valente não era mais apenas rarefeito; tornara-se uma substância metálica e pesada, saturada pelo cheiro de ozônio e pelo zumbido sibilante dos servidores de purga. Beatriz estava sentada no centro da câmara circular, os olhos fixos em um vácuo que apenas ela parecia habitar. O microcódigo em sua pele brilhava sob a luz vermelha de emergência, uma rede de tinta bioluminescente que pulsava em sincronia com o sistema de ventilação moribundo. Elias sentiu o sangue quente escorrendo de seu ferimento no flanco, mas ignorou a dor. O visor digital na parede, antes em contagem regressiva para a
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