A Voz da Verdade
O ar no bunker da Mansão Valente não era apenas rarefeito; era uma sentença. O sistema de purga, ativado no momento em que Elias cruzou o limiar do setor de alta segurança, zumbia com uma cadência industrial que devorava o oxigênio em tempo real. O painel digital, fixado na parede de aço escovado, exibia um número em âmbar que pulsava como um coração em agonia: 29:45. Vinte e nove minutos e quarenta e cinco segundos para a asfixia.
Elias, com o ombro latejando pela ferida aberta na fuga anterior, tropeçou em direção ao centro da sala. Beatriz estava lá, suspensa por
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