Sombras no Santuário
O som das sirenes não era um aviso; era um ultimato. Elias agachou-se atrás de um contêiner de metal, sentindo a vibração das botas dos policiais contra o concreto do galpão. O ar cheirava a óleo velho e a um medo que ele só reconhecera tarde demais: a náusea de quem percebe que a própria mão desenhou a cela onde a pessoa mais importante de sua vida estava sendo devorada. Ele apertou o pendrive contra a palma da mão, sentindo a borda fria do plástico perfurar a pele. O 'Projeto Reclusão'. A obra-prima técnica que ele orgulhosamente entregara ao Patriarca Valente, acreditando que protegia Beatriz de um mundo predatório. Agora, a verdade era um veneno
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