O Contrato Irrelevante
O silêncio na suíte presidencial do Fasano não era de paz; era a calmaria que precede a demolição. Helena pousou o contrato original sobre a mesa de mogno. O papel, que durante meses funcionara como sua armadura e sua sentença, parecia agora um artefato de uma vida que ela já não reconhecia.
Arthur permanecia imóvel junto à janela, a postura rígida de quem tentava sustentar o peso de um império que desmoronava sob o escândalo. A luz da cidade de São Paulo, lá embaixo, desenhava sombras duras em seu rosto.
— Você ainda acha que isso nos protege — disse Helena
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