The First Lead
Lia chega ao inventário com a assinatura final travada e encontra um arquivo selado que reaparece no dia em que o espólio deveria encerrar. Ao abrir a caixa, percebe sinais de violação recente, descobre o livro-razão e vê seu próprio nome numa página arrancada. Tomás crava o prazo: seis dias antes que o arquivo seja vendido, apagado ou queimado. A primeira pista leva ao ateliê abandonado da casa, mas já fica claro que o arquivo só pode ser vendido inteiro — e que alguém separou o que quer destruir primeiro. Lia abre o arquivo selado diante de Helena, Tomás e Mauro, descobre uma página arrancada com a data de amanhã e o nome dela escrito à mão, e arranca do interior um fragmento que aponta para o ateliê abandonado da casa. Ela sai com a caixa, humilhada e vigiada, já sabendo que a pista seguinte custa reputação e tempo. No ateliê abandonado, entre cheiro de madeira mofada, fita de alfaiate e máquina de costura coberta por lençol, Lia encontra o velho livro de medidas de Dona Beatriz. A princípio parece memória doméstica, mas as páginas revelam que o arquivo só pode ser vendido inteiro, sem separação de peças, e que alguém já destacou o que pretende queimar primeiro. Entre as anotações, surge um vínculo com um armário lacrado e uma remessa antiga de papéis que não constam do inventário oficial, o que faz a ideia do livro-caixa ficar mais concreta e mais perigosa. Lia ganha um caminho, mas também uma contagem mais cruel: se o arquivo sair em partes, a prova some; se permanecer inteiro, há tempo de sobra para alguém destruir o que interessa antes do sexto dia.