Quatro Dias no Quadro de Venda
Diante de vizinhos e parentes, Caio é tratado como mão de obra descartável enquanto Dona Lúcia e Rafael anunciam que a casa-oficina será vendida em quatro dias para o comprador hostil Augusto Valença. Sem reagir à humilhação, Caio lê a papelada com disciplina e percebe incoerências concretas: anexo faltando, carimbo desalinhado, matrícula alterada e assinatura refeita. Quando aponta a falha, a conversa muda de eixo e a venda deixa de parecer garantida. Autorizado a subir ao anexo, ele encontra no depósito abafado uma pista documental que sugere que a pressa da venda encobre algo mais sujo do que um simples prazo apertado.