Chapter 11
O zumbido das Celas de Contenção não era apenas som; era a frequência da sua derrota. Kael estava ajoelhado sobre a grade eletrizada, o suor frio colando a camisa às costas enquanto observava os restos carbonizados do Sucateiro-04. O frame que ele construíra com suor e segredos fora reduzido a um amontoado de ligas retorcidas.
— O Sucateiro-04 não é mais uma unidade de combate. É uma evidência de falha — a voz do Arquiteto Chefe ecoou, desprovida de humanidade. Ele projetou um mapa holográfico: o Labirinto de Purga, a zona proibida da Academia. — Você o destruiu por fora, Kael, mas o log de dados que ele carrega no núcleo corrompido é a única chave para estabilizar a rede que sustenta este setor. Se você não o estabilizar, a oficina de Elara será demolida em menos de uma hora. O tempo não é uma sugestão; é o seu veredito.
Kael sentiu o peso do log de dados em seu cinto. Era a prova que incriminava a estrutura de comando da Academia. Se entregasse o log, perdia sua única arma. Se recusasse, Elara pagaria o preço. Ele não respondeu; apenas se levantou, a dor nas juntas denunciando o desgaste físico de quem já tinha ultrapassado o limite humano.
Na Oficina de Manutenção de Emergência, Kael trabalhou como um autômato. O metal gemia sob a prensa hidráulica. Com 16% de integridade estrutural, o frame era um caixão metálico. Ele mergulhou a mão no compartimento secreto e retirou o módulo de
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