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Chapter 3: O Martelo do Destino

Arthur assume o controle total do sistema de licitações durante o leilão, expondo publicamente a fraude de Valente e forçando o cancelamento da licitação. A reputação do sogro é destruída, e Arthur é abordado por um emissário de um grupo financeiro superior, sinalizando uma nova fase no conflito.

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O Martelo do Destino

O sistema de lances da Faria Lima não apenas travou; ele entrou em colapso. Na sala de apoio, o silêncio era denso, cortado apenas pela respiração curta e ruidosa do Dr. Valente. Ele esmurrava a mesa de mogno, o rosto injetado de sangue.

— Arthur! O que você fez? O leilão começa em dois minutos e o acesso foi bloqueado!

Valente apontava o dedo trêmulo para a tela, onde uma mensagem de erro em código impedia qualquer prosseguimento. Arthur, parado na sombra, não se moveu. Ele ajustou os punhos da camisa, os olhos frios fixos no homem que, até a véspera, tratava sua presença como um incômodo descartável.

— O sistema está em auditoria de integridade, Valente — Arthur respondeu, a voz desprovida da habitual submissão.

— Auditoria? Agora? — Valente rugiu, girando a cadeira. — Conserte isso imediatamente, seu inútil, ou eu juro que te jogo no olho da rua antes do martelo bater!

Arthur caminhou lentamente, o som de seus sapatos de couro ecoando no mármore como uma sentença. Parou a um passo do sogro e, com um movimento preciso, tomou o tablet da mão dele. A tela exibia apenas: Acesso Restrito ao Administrador Master.

— Você não é o administrador, Valente. Eu sou. E, no momento, o sistema está bloqueado para proteger a empresa de fraudes contábeis.

Antes que Valente pudesse processar a traição, a porta se abriu com um estrondo. Beatriz entrou, o salto agulha martelando o granito. Ela nem olhou para Arthur; ele era apenas parte da mobília.

— O papai está tendo uma crise de hipertensão na sala principal e você está aqui, parado? — ela disparou, jogando a bolsa sobre a mesa. — Se essa licitação não for finalizada, a família perde a concessão. O que você está fazendo?

Arthur virou-se para ela. O desprezo habitual de Beatriz vacilou diante da postura dele.

— O sistema não está apenas fora do ar, Beatriz. Ele está bloqueado. E a chave de acesso está comigo.

Beatriz parou, a confusão substituindo a arrogância. Ela tentou invadir o espaço pessoal dele, mas Arthur não recuou. Ele apenas olhou para o relógio. O martelo do leiloeiro, no salão principal, soou o primeiro chamado. A hora da verdade havia chegado.

No salão, o ar estava carregado de um perfume caro que mal disfarçava o suor frio dos investidores. Valente, impecável, mantinha um sorriso de predador enquanto o leiloeiro ajustava o microfone. Ele subestimou a capacidade de Arthur de interferir, gesticulando para prosseguir com a licitação física, ignorando a falha digital.

— O lance inicial é de cinquenta milhões — anunciou o leiloeiro.

Valente levantou a mão, mas antes que o martelo pudesse registrar a oferta, Arthur caminhou até o painel de controle. Ele não pediu licença; ignorou o segurança que tentou interceptá-lo e conectou seu dispositivo ao servidor central.

— O lance é inválido — a voz de Arthur ecoou pelo salão, projetada pelo sistema de som que ele mesmo controlava.

O silêncio caiu como uma guilhotina. Arthur projetou no telão os documentos adulterados que Valente acreditava terem sido destruídos. A fraude contábil, os terrenos superavaliados, a assinatura forjada de Arthur no termo de renúncia — tudo exposto em alta definição. O rosto de Valente, antes confiante, desmoronou em pânico puro.

— Isso é uma mentira! — Valente gritou, mas a audiência já não o ouvia; eles estavam ocupados conferindo as evidências em seus próprios celulares.

O leiloeiro, vendo a ruína da credibilidade do magnata, hesitou. O martelo desceu com um estalo seco, não para validar o lance, mas para encerrar o leilão por irregularidades. A reputação de Valente estava enterrada.

Arthur não esperou pelos aplausos ou pelos sussurros de desdém que agora se transformavam em medo. Ele ajustou o paletó, sentindo o mundo ter mudado de eixo, e caminhou em direção à saída. Ao atravessar as portas de vidro, o ar da Faria Lima parecia mais leve.

— Sr. Arthur, um momento — uma voz masculina, desprovida de qualquer emoção, ecoou atrás dele.

Arthur parou. Um homem impecavelmente vestido, representando um grupo financeiro superior, aproximou-se com uma postura de quem não pede, mas ordena.

— O jogo que o senhor acabou de encerrar foi apenas o primeiro dominó. O conselho está observando. E temos uma proposta que o Dr. Valente jamais poderia oferecer.

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