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Chapter 12: O Novo Deus da Guerra

Dante consolida sua dominância ao forçar a cooperação total do hospital e selar o destino de Valente. Com o patrimônio familiar recuperado e a Vanguard Global em colapso, ele queima as evidências do passado e aceita o convite do Consórcio Áquila, preparando-se para a próxima fase da guerra de poder.

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O Novo Deus da Guerra

O ar no Hospital Central, antes saturado com o cheiro de pânico e desinfetante barato, agora carregava a estática fria do poder absoluto. Dante caminhou pelo corredor de mármore, o som de seus passos ecoando como um veredito. Cada porta que ele passava parecia estremecer. O administrador, o mesmo homem que meses atrás o expulsara sob ordens de Valente, surgiu na esquina. Ao reconhecer Dante, o homem empalideceu, as mãos tremendo enquanto tentava ajustar a gravata — um gesto de subserviência que não o salvaria da inevitabilidade de sua queda.

— Sr. Dante — a voz do administrador falhou, um sussurro úmido. — Nós... não estávamos preparados. A administração está à disposição para discutir qualquer reajuste nos termos de serviço. Podemos conversar em particular?

Ele gesticulou para uma sala VIP, os olhos fixos no chão. Dante parou, observando-o com a calma gélida de quem já desmantelara impérios. A Vanguard Global estava em ruínas, Valente estava atrás das grades, e o ledger original — a prova cabal de toda aquela podridão — pesava no bolso de seu paletó, uma arma que tornava qualquer suborno uma piada de mau gosto.

— Você me expulsou daqui quando eu não tinha nada além de um nome — a voz de Dante era um corte preciso. — Agora, você vai abrir cada registro, cada contrato e cada licitação que passou por este hospital nos últimos cinco anos. Se eu encontrar uma única linha distorcida, o hospital não será apenas investigado; ele será desmantelado. Não é um pedido. É a nova regra.

O administrador desabou em uma cadeira. Dante não esperou por uma resposta. Ele tinha um encontro marcado com o passado.

Na sala de custódia, o ar era denso. Arthur Valente, outrora o arquiteto impecável da Vanguard, estava sentado, as mãos trêmulas sobre a mesa de metal. Quando Dante entrou, o silêncio tornou-se sólido. Dante colocou a pasta de couro sobre a mesa. Dentro, não estavam apenas as evidências da fraude de oitenta por cento na avaliação, mas as fotos dos e-mails trocados entre Valente e os controladores anônimos do conglomerado que, agora, o descartavam como lixo.

— Você acha que eles vão te tirar daqui, Arthur? — Dante perguntou. — Você não é um parceiro. Você é um passivo. A Vanguard está sob intervenção federal, e o seu nome é a chave que abre a porta para todas as prisões que virão.

Valente tentou manter a máscara, mas ela vacilou. — Eu tenho contatos, Dante. Nomes que você nem imagina. Se você me tirar daqui, eu posso te dar o caminho para os verdadeiros donos da cidade. Eles não são como eu.

— Eu já tenho os nomes — Dante o interrompeu. O colapso psicológico de Valente foi imediato; o homem percebeu que não era um jogador, mas um peão sacrificado no início de uma partida muito mais longa.

De volta ao antigo escritório da Vanguard, agora um monumento ao vazio, Dante observava a cidade através do vidro reforçado. Helena estava ao seu lado, os dedos apertando o arquivo com a avaliação original.

— O patrimônio está seguro — ela disse, a voz ainda marcada pela incredulidade. — Mas o custo… as pessoas que nos atacaram eram apenas peões. O que você tem aí é uma sentença de morte para quem estiver acima.

Dante estendeu o convite codificado que recebera após a queda de Valente. O papel tinha uma textura metálica, e o selo em relevo não pertencia a nenhuma linhagem local. Era a marca do Consórcio Áquila, uma entidade que operava nas sombras da política nacional.

— Eles não perderam o jogo — Dante respondeu. — Eles apenas trocaram de mesa. Valente foi o sacrifício inicial. Agora, a verdadeira guerra começa.

No topo da Torre Vanguard, o vento trazia o cheiro metálico de uma era sendo enterrada. Dante acendeu um isqueiro e aproximou a chama do arquivo de avaliação original. As chamas lamberam os números forjados, consumindo os nomes dos executivos que acreditaram que ele era descartável. Quando o último fragmento de papel se tornou cinza e se dispersou no ar noturno, Dante sentiu o peso do exílio finalmente abandonar seus ombros. Ele não era mais o pária que retornava para lutar por migalhas; ele era a autoridade que ditava o preço da paz.

A Vanguard Global era apenas a primeira carcaça de um sistema que ele pretendia desmantelar, peça por peça. Ele guardou o convite no bolso, um sorriso gélido surgindo em seu rosto. A cidade inteira, com todas as suas luzes, corrupção e segredos, agora pertencia à sua sombra. O próximo nível não seria apenas uma disputa de ativos; seria uma conquista de poder absoluto. Ele estava pronto.

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