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Chapter 10: O Último Ato da Vingança

Dante confronta Arthur Valente no escritório da Vanguard Global, forçando uma confissão pública que sela a ruína do Mentor. Valente é preso, mas Dante recebe um novo convite codificado que sinaliza uma ameaça de nível superior.

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O Último Ato da Vingança

O 42º andar da Vanguard Global não exalava o perfume de poder de outrora; cheirava a ozônio e papel queimado. Dante caminhou pelo corredor de mármore, o som de suas botas ecoando como uma contagem regressiva. Os seguranças, antes cães de guarda de elite, agora evitavam seu olhar, as mãos trêmulas sobre os coldres. Eles não precisavam de ordens para saber que o império havia caído.

Nas telas de LED do saguão, os gráficos da Vanguard despencavam em uma linha vermelha quase vertical. O pânico era uma névoa espessa, misturando-se ao aroma de café expresso e desespero. Dante parou diante da porta de carvalho maciço do escritório da presidência. Ele não bateu. Com um empurrão firme, as dobradiças cederam.

Arthur Valente estava sentado atrás de sua mesa de mogno, cercado por documentos que, em poucas horas, haviam se tornado provas de crime. Ele tentou ajustar a gravata de seda, a voz rouca, buscando uma autoridade que já não possuía.

— Você é um homem persistente, Dante — Valente murmurou, o olhar vitrificado. — Mas o conselho não vai permitir que um estranho destrua décadas de legado.

— O legado era uma mentira construída sobre o exílio de homens que você temia — Dante respondeu, a voz contida e letalmente calma. Ele depositou sobre a mesa o arquivo original da avaliação de suborno de 80%. O impacto do papel contra o mogno soou como um tiro. — Eu não sou um estranho, Arthur. Sou o homem que você enviou para morrer, e que voltou para garantir que você não tenha onde se esconder.

Valente empalideceu. A postura, a precisão cirúrgica de cada movimento... o Mentor finalmente conectou os pontos. O pânico transbordou. Ele tentou alcançar o telefone, mas Dante foi mais rápido, posicionando seu smartphone sobre a mesa. A tela exibia a transmissão ao vivo que ele iniciara, capturando cada gota de suor que escorria pela têmpora do executivo.

— Confesse — ordenou Dante. — Diga ao mercado quem orquestrou a falência das famílias que você explorou. Diga a eles que o ledger original não foi destruído, mas escondido sob o seu próprio teto.

Valente tentou argumentar, mas sua voz falhou. Ele olhou para a tela, vendo os números da Vanguard atingirem o fundo do poço. A elite da cidade, outrora seus aliados, agora o descartava como um ativo tóxico. O Mentor desabou na cadeira, a dignidade incinerada ao vivo diante de milhares de espectadores.

Quando Dante cruzou as portas de vidro para o exterior, a luz do fim de tarde parecia um veredito. Ele entregou o pen drive com as provas definitivas ao inspetor que o aguardava. Valente foi trazido para fora, algemado, a cabeça baixa enquanto os flashes da imprensa explodiam como relâmpagos. O homem que ditava o destino de fortunas era agora apenas um prisioneiro da própria ganância.

Dante sentiu uma paz fria, um vazio necessário. A vingança estava selada, a família protegida. Mas, enquanto observava a viatura se afastar, seu dispositivo de comunicação vibrou no bolso. Um sinal codificado, vindo de uma rede que ele não acessava há anos. Um convite. Ao abrir a notificação, Dante compreendeu que a queda de Valente não era o fim da guerra, mas o simples fechar de uma porta. Atrás dela, um tabuleiro muito maior e mais perigoso esperava por ele. O jogo de status estava apenas começando.

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