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Chapter 10: A Identidade Revelada

Arthur Viana expõe a fraude de Beatriz Alencar durante o leilão, desmantelando sua reputação e assumindo o controle do Hospital Alencar. Ao revelar sua identidade como o herdeiro legítimo da linhagem Viana, ele força a elite a reconhecer sua soberania, enquanto o Conselho Superior observa, preparando o confronto final.

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A Identidade Revelada

O salão de leilões da Avenida Paulista, antes um templo de arrogância, transformou-se em uma câmara de vácuo. O zumbido dos tablets da elite, que segundos antes registravam lances milionários, silenciou-se. Agora, o único som era o brilho frio das telas exibindo a fraude de Beatriz Alencar: transferências detalhadas, assinaturas falsificadas e a sangria sistemática do Hospital Alencar para contas no exterior. Beatriz, pálida sob a iluminação de cristal, tentava manter a postura, mas suas mãos tremiam ao segurar o martelo de marfim.

— Isso é uma sabotagem! Uma invasão de sistema! — Sua voz, antes autoritária, agora soava como o grasnido de um animal encurralado.

Ninguém a olhava. Os magnatas, acionistas e herdeiros ao seu redor evitavam o contato visual, afastando-se como se ela fosse uma lepra contagiosa. Um executivo de alto escalão do Conselho Superior, sentado na primeira fileira, levantou-se com uma elegância gélida. Ele não dirigiu uma palavra a ela. Com um gesto seco, sinalizou para seus seguranças. Simultaneamente, uma notificação oficial de rescisão de contrato surgiu nos dispositivos de todos os presentes. O Conselho a sacrificava para salvar a própria pele; a exclusividade do Hospital Alencar fora anulada. Beatriz estava oficialmente expurgada.

Arthur Viana caminhou até o centro do palco. Seus passos eram lentos, deliberados, o som de seus sapatos de couro contra o mármore ecoando como um veredito. Ele não usava mais o uniforme subalterno que o tornara invisível por meses. Vestia um corte sóbrio, e sua postura exalava a autoridade de quem não precisava provar seu poder, apenas exercê-lo.

— Tirem esse homem daqui! — Beatriz tentou ordenar, a voz estridente.

Os seguranças, que ela acreditava serem seus cães de guarda, permaneceram imóveis. Eles olhavam para o Dr. Silas, que estava posicionado à direita de Arthur. O médico, agora livre da chantagem que mantinha sua família refém, mantinha o olhar fixo em um ponto invisível, alheio ao desespero de Beatriz.

Arthur parou diante do microfone central. O ar no salão tinha o gosto metálico de um tribunal de execução.

— O tempo de Beatriz Alencar terminou — disse Arthur. Sua voz não era alta, mas cortou o silêncio como uma lâmina. — Não porque eu decidi, mas porque a verdade alcançou o topo da escada. Esta fundação não é mais uma ferramenta de desvio. Ela é, por direito de linhagem e prova documental, um ativo sob minha tutela.

Ele olhou diretamente para a lente das câmeras que transmitiam o evento em tempo real para toda a rede de negócios da cidade.

— Eu sou Arthur Viana. E o leilão, tal como vocês o conheciam, acabou.

O silêncio no salão tornou-se absoluto, um vácuo de poder onde a elite, pela primeira vez em décadas, não sabia para onde olhar. A máscara de Beatriz Alencar rachou, revelando o terror puro. Arthur não precisou gritar; a mera menção de seu nome, o nome que a cidade tentou apagar, pesava mais que qualquer ameaça. Ele havia vencido a primeira batalha, mas, enquanto a elite recuava, ele sabia que o Conselho Superior observava das sombras, preparando o contra-ataque. O jogo de xadrez havia acabado; a guerra aberta começava agora.

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