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Chapter 9: A Ascensão do Rei

Arthur assume o controle do Hospital Alencar e desmantela a elite financeira durante a Gala do Centenário, revelando sua identidade real e forçando a submissão dos presentes. O capítulo termina com um ultimato do Consórcio Aeternitas, elevando o conflito para uma escala urbana.

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A Ascensão do Rei

O ar no bunker sob o antiquário de Mestre Elias não era apenas frio; era carregado com a eletricidade estática de um sistema sendo desmantelado. Arthur observava as telas. O Hospital Alencar, antes uma fortaleza de privilégios, agora era uma carcaça legal sob intervenção da Polícia Federal. Roberto Valença estava atrás das grades, e Beatriz Alencar, a mulher que outrora decidira quem vivia ou morria em seus leitos, estava agora reduzida a uma nota de rodapé em um processo de falência.

— O leilão de ativos começa em quarenta minutos — a voz de Elias soou, fraca, mas carregada de uma urgência cortante. Ele estava sentado, a pele pálida, mas os olhos fixos no protegido. — Se você não estiver lá para reclamar o espólio, os abutres do Consórcio Aeternitas vão engolir o que restou. Eles não precisam de lei, Arthur. Eles precisam de um dono.

Arthur não respondeu. Ele ajustou os punhos da camisa de seda negra. A transformação não era apenas estética; era a morte definitiva do "Sombras". Ele não era mais o zelador que limpava o sangue da elite; ele era o homem que detinha as chaves do cofre. Com um comando final, ele bloqueou os acessos remotos de Beatriz. Ela não teria nem mesmo o prazer de ver o leilão terminar.

O Hotel Palácio, sede da Gala do Centenário, era o coração pulsante da elite paulistana. Arthur entrou no saguão, sua presença cortando o ruído ambiente como uma lâmina. Ele não precisava de convite; ele carregava o código de acesso que desativava a segurança do prédio. Quando um segurança tentou barrá-lo, Arthur apenas deslizou um tablet sob o olhar do homem. A tela exibia o controle total do sistema de suporte vital da ala VIP do hotel.

— Diga ao gerente que, se eu não entrar, o oxigênio deste andar será cortado em três minutos — a voz de Arthur era um sussurro gélido, desprovida de qualquer ameaça vazia. O segurança recuou, a hierarquia de poder colapsando diante da realidade material.

Beatriz Alencar estava perto do bar, o rosto uma máscara de desespero contido. Ao ver Arthur, ela empalideceu. Ele parou diante dela, a sombra de sua linhagem projetada sobre a herdeira destituída.

— O seu jogo acabou, Beatriz. Sente-se e observe o que acontece quando o Rei Dragão reclama o que é seu.

Arthur subiu ao palco. O salão silenciou-se. Henrique Valente, o arquiteto do Consórcio Aeternitas, observava do estrado, o rosto impassível. Arthur tomou o microfone. Não houve discurso, apenas a projeção nos telões: a estrutura financeira do Consórcio, as provas do envenenamento de Elias e a confissão de fraude de Valença. O tilintar do martelo de leilão, que ele mesmo acionou via controle remoto, soou como uma sentença de morte para a velha guarda.

— O leilão acabou — declarou Arthur. A autoridade em sua voz não era um pedido, era uma lei. — Eu sou o herdeiro que vocês tentaram enterrar. A cidade não lhes pertence mais.

O choque foi absoluto. A elite, antes arrogante, viu seus nomes expostos. Alguns fugiram; outros, diante da evidência da ruína, ajoelharam-se. Arthur, porém, não sentiu triunfo, apenas o peso da guerra que começava. Na sacada, um emissário de Henrique entregou-lhe um tablet: um ultimato. A renúncia ou a destruição da infraestrutura da cidade. Arthur olhou para as luzes de São Paulo, sabendo que o verdadeiro confronto estava apenas começando.

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