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Chapter 9: A Máscara Cai

Arthur invalida o lance de Beatriz, expondo a fraude da Casa Alencar e revelando Rafael como o arquiteto da ruína de sua família. Após desapropriar a mansão, ele sobrevive a uma tentativa de assassinato do Conselho Secreto, garantindo que as provas de seus crimes sejam liberadas globalmente, consolidando sua autoridade.

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A Máscara Cai

O martelo de ébano do leiloeiro desceu com a força de uma sentença definitiva, mas o som que reverberou pelo salão foi o silêncio absoluto de uma elite que acabara de ver sua hierarquia ser desmantelada. Arthur Valente não se apressou. Com a Joia da Linhagem — o jade imperial que guardava o chip da ruína do Conselho Secreto — repousando em seu bolso interno, ele sentiu o peso do metal frio contra o peito. Era a prova física de seu retorno.

Beatriz Alencar, a poucos metros, estava paralisada. Seus olhos, antes carregados de um desdém que definia sua existência, agora eram fendas de fúria descontrolada. Ela tentou avançar, os saltos agulha batendo no mármore como tiros secos.

— Isso é uma farsa, Arthur! — ela gritou, a voz falhando sob o peso dos olhares dos convidados. — Você fraudou o sistema de crédito. Ninguém aqui vai aceitar que um pária como você reivindique o que é nosso por direito de sangue.

Arthur girou lentamente. Sua expressão era de uma calma gélida, desprovida de qualquer satisfação barata. — O sistema de crédito não lida com opiniões, Beatriz. Ele lida com registros imutáveis. O lote final não foi arrematado; foi recuperado por seu legítimo proprietário. Aos olhos da lei, a Casa Alencar acaba de perder sua última linha de crédito. Seus ativos estão congelados por fraude documental.

Ele saiu do salão sob o peso de centenas de olhares, deixando Beatriz no centro de um vazio social que ela mesma ajudara a construir. Não houve gritos, apenas o reconhecimento silencioso de que a balança de poder havia tombado definitivamente.

Horas depois, no refúgio de Mestre Jader, o ambiente cheirava a ozônio e madeira envelhecida. Arthur depositou a Joia da Linhagem sobre a mesa de trabalho. Jader, com dedos ágeis percorrendo o teclado holográfico, decodificava o chip.

— O código-fonte da linhagem Valente é o administrador mestre — murmurou Jader. — Eles construíram um império sobre um arquivo de avaliação fraudulento, mas esqueceram a chave.

Linhas de código em cascata revelavam a anatomia da pilhagem: as transferências ilegais da Casa Alencar, as contas em paraísos fiscais e, finalmente, a lista de membros do Conselho Secreto. O cursor parou sobre um nome que fez o sangue de Arthur gelar: Rafael. O homem que ele considerava seu mentor, o aliado silencioso durante seus anos de exílio, era o arquiteto de sua ruína.

— Ele não é apenas um cúmplice, Arthur — disse Jader, percebendo a mudança na postura do rapaz. — Ele é o arquiteto.

Arthur não hesitou. A estratégia de defesa foi descartada. A ofensiva total começou ali.

Na sede da Casa Alencar, o bastião de ostentação parecia agora um mausoléu. Beatriz estava à janela quando Arthur entrou, as portas duplas ecoando como um veredito.

— A imprensa está lá embaixo — ela disse, a voz trêmula. — Você não pode apagar décadas de história com um arquivo digital. O Conselho não permitirá.

Arthur inseriu o chip no console central. Em segundos, as telas da mansão exibiam as provas das fraudes documentais e a trilha de contas offshore que ligava os Alencar ao esvaziamento do patrimônio Valente. — O Conselho já está morto, Beatriz — Arthur respondeu, calmo. — Eles só ainda não receberam o aviso. Você apostou na minha fraqueza porque ela era conveniente, mas eu sou a própria estrutura que você tentou derrubar.

Beatriz foi escoltada para fora de sua própria casa, despojada de influência enquanto os repórteres capturavam cada segundo de sua queda. Contudo, a vitória trouxe o inimigo para a luz. Três sombras, assassinos profissionais do Conselho, surgiram das aberturas de ventilação no escritório central de Arthur.

Arthur, antecipando o movimento, não se moveu da cadeira. Quando o primeiro atacante avançou com uma lâmina de cerâmica, Arthur agarrou o pulso do homem, usando seu impulso para lançá-lo contra a estante de cristal. O som dos estilhaços ecoou como uma sentença.

— O Conselho nunca aprende — disse Arthur, desarmando o segundo atacante com um golpe preciso no plexo solar. — Vocês acreditam que a força física dita a hierarquia. Estão presos no século passado.

O terceiro assassino recuou, mas parou ao ouvir o som de um comando de voz. Arthur já havia enviado todas as provas de seus crimes para servidores globais, prontos para a liberação pública.

— Se eu cair, o Conselho cai comigo — Arthur declarou, enquanto a elite de São Paulo começava a cercar o prédio, não para atacar, mas para se curvar diante do novo soberano que acabara de revelar sua face.

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