A Queda da Imperatriz
O silêncio no Salão Principal da Casa de Leilões não era apenas ausência de som; era uma pressão física, um vácuo criado pela derrocada de uma dinastia de fachada. Arthur Valente não precisou elevar a voz. O simples repousar de seu punho sobre a mesa da presidência, exibindo o sinete de ônix negro, fez com que as conversas cessassem como se cortadas por uma lâmina afiada. Beatriz Alencar, até minutos atrás a personificação da soberania urbana, estava paralisada. Sua maquiagem, impecável sob as luzes de cristal, parecia agora uma máscara prestes a se despedaçar. Seus olhos, antes predatórios e arrogantes, dispa
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