O Leilão das Máscaras
O Salão de Leilões da Alencar Holdings exalava um perfume adocicado de dinheiro novo e desespero antigo. Arthur Valente caminhava entre os convidados como uma sombra entre lanternas, seu terno sem ostentação escondendo a autoridade silenciosa de quem não precisa provar nada. No palco, Beatriz Alencar lutava para manter a compostura, suas mãos trêmulas escondidas sob luvas de seda enquanto segurava um vaso de cerâmica — uma falsificação grosseira vendida como relíquia da dinastia Song. Ela precisava desesperadamente daquele
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