Sombras no Escritório
O ar no saguão da Alencar Holdings não cheirava mais a poder; cheirava a ozônio e desespero. Arthur Valente caminhava pelo mármore polido, o peso do livro-razão contra o peito funcionando como um batimento cardíaco externo. As luzes de emergência pulsavam em um ritmo clínico, iluminando o caos de uma reputação que, há poucas horas, parecia inabalável. Beatriz Alencar, a mulher que arquitetara a ruína dos Valente, agora era apenas um espectro encur
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