Chapter 5
O café da manhã no penthouse era um exercício de geometria fria. Arthur ocupava a cabeceira, a coluna impecável, os olhos fixos em um relatório digital que, Beatriz sabia, detalhava a consolidação de sua própria coleira. Ela, do outro lado da mesa, encarava o café preto como se fosse um veneno necessário para manter a consciência alerta.
— A reunião na escola é amanhã, às dez — Arthur disse, sem desviar a atenção da tela. Sua voz tinha a precisão de um bisturi. — Preparei os documentos de custódia compartilhada. Eles não questionarão a legitimidade da nossa união se você segui
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