O Último Lance
O ar no escritório do restaurante ancestral era denso, saturado pelo cheiro de mogno encerado e pela eletricidade estática de um golpe que Ricardo ainda não compreendia estar falhando. O cronômetro do leilão virtual, projetado na tela de cristal, marcava exatamente oito minutos para o encerramento. Ricardo tamborilava os dedos na mesa, um gesto de impaciência que, semanas atrás, teria feito Arthur recuar em silêncio. Hoje, Arthur apenas observava, a postura imóvel, o olhar fixo no tabuleiro que ele mesmo redesenhara.
— Assine, Arthur
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