Colisão de Realidades
O escritório de Rafael em São Paulo cheirava a café expresso frio e tensão estática. Beatriz encarava a tela do celular, onde uma notificação anônima exibia uma foto de Leo saindo da escola, acompanhada por um texto curto: A criança é um ativo valioso demais para ficar escondida. O ar em seus pulmões parecia rarefeito, mas ela manteve a postura impecável, os ombros relaxados, forçando a pulsação a desacelerar. Rafael, sentado atrás da mesa de mogno maciço, observava cada microexpressão dela. Ele não precisava ver a tela para saber que algo havia mudado; a atmosfera ao redor de Beatriz havia endurecido, uma muralha invisível erguida em segundos.
— O que te enviaram, Beatriz? — A voz dele e
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