O Rastro do Passado
A chave girou na fechadura com um estalo metálico que soou como uma sentença de morte. Beatriz empurrou a porta de seu apartamento, o refúgio onde, até poucas horas atrás, o silêncio era sua única lei. O ar estava pesado, carregado com o cheiro de ozônio e o zumbido sutil de tecnologia que não lhe pertencia. Rafael estava parado no centro de sua sala, supervisionando técnicos que instalavam sensores de movimento sobre o batente da porta. Ele não se virou quando ela entrou; sua silhueta contra a luz da janela parecia uma sombra que engolia o pouco espaço que ela chamava de seu.
— O que é isso, Rafael? —
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