Além do Contrato
O silêncio na suíte nupcial não era mais o vazio opressor de um contrato de conveniência; era uma pausa carregada, o eco final do rugido da multidão que, horas antes, assistira à ruína da reputação de Caio Valença. Lívia estava diante da vidraça que dava para a metrópole, observando as luzes de São Paulo como se fossem brasas de um incêndio que ela mesma ajudara a acender. O horizonte, que antes parecia um território hostil a ser conquistado, agora era apenas um cenário indiferente ao fato de que ela e Caio haviam, finalmente, queimado todas as pontes.
Caio não se aproximou imediatamente. Ele permaneci
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