A Verdade à Vista
O escritório de Rafael, no trigésimo andar da Faria Lima, parecia ter encolhido. O ar-condicionado, antes um conforto de luxo, agora cortava como uma lâmina fria enquanto Beatriz mantinha a coluna ereta, as mãos ocultas sob a mesa de vidro. À sua frente, o contrato de noivado — o documento que deveria ser seu escudo legal — parecia uma folha de papel sem valor. Rafael não gritava. Seu silêncio era uma pressão constante, mais perigosa que qualquer explosão. Ele empurrou uma pasta de couro em direção a ela. Não continha cláusulas de fusão, mas extratos bancá
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