O Peso da Herança
O silêncio na cobertura de Ricardo não era vazio; era uma presença física, pesada como o mármore sob seus pés. Ele estava parado no centro da sala, a silhueta imponente cortada pela luz fria da madrugada de São Paulo. Seus dedos, geralmente firmes ao segurar um contrato de fusão ou um copo de cristal, agora mantinham um pequeno trator de plástico amarelo, com a pintura gasta nas bordas. Elena sentiu o estômago despencar. O evento público de horas atrás, onde haviam encenado o casal perfeito para blindar sua consultoria, parecia um delírio distante. Agora, a realidade era táti
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