A Verdade Oculta
O bunker era um caixão de concreto e aço, hermeticamente fechado contra o mundo exterior. A tempestade lá fora não passava de um ruído distante, mas o silêncio aqui dentro era denso, carregado com o peso do beijo que Arthur acabara de lhe arrancar — um beijo que não tinha nada de contratual, mas tudo de possessivo. Beatriz ajustou a postura, sentindo o tecido do vestido de gala roçar contra a pele ainda sensível pelo toque dele. Arthur estava do outro lado da mesa de controle, a silhueta imponente recortada pela luz azulada dos monitores analógicos. Ele não a olhava, mas a vigilância dele era uma pressão física, uma coleira invisível que ele apertava conf
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