Sombras no Apartamento
O silêncio na cobertura de Arthur não era paz; era um vácuo carregado de estática. Beatriz encarava a pequena peça metálica que extraíra da base da luminária no escritório. O dispositivo, quase imperceptível, pulsava com uma luz vermelha intermitente, um lembrete físico de que sua intimidade com o herdeiro era, na verdade, um aquário de vidro exposto. Ela não era apenas uma noiva substituta; era o alvo de um jogo de espionagem industrial que ela mal começava a compreender.
Com mãos trêmulas, mas decididas, conectou o dispositivo a um console antigo que encontrara na gaveta
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