Chapter 12
O ar no Pavilhão Interno tinha gosto de ozônio e metal queimado. Lucas Vale não entrou; ele irrompeu. O meridiano em seu peito, uma cicatriz de linhagem que ele carregava como uma sentença, latejava em sincronia com o alerta de 16% de instabilidade que piscava em sua visão periférica. A cada passo, a energia da Seita tentava selar seus canais, mas ele a forçava através da dobra instável de sua técnica proibida. Era como caminhar sobre vidro moído, mas o vidro era sua própria alma.
Dois guardas da Seita, com armaduras de placas de jade, interceptaram seu caminho. Suas lanças de energia zumbiam, prontas para a execução sumária. Lucas não parou. Ele não tinha tempo para diplomacia ou para o teatro da hierarquia. Ele canalizou o fluxo espiritual em um ângulo de dobra impossível, um movimento que ele aprendera observando as falhas nos registros proibidos. O ar ao redor estalou. Com um gesto seco, a onda de choque estilhaçou a estrutura molecular das lanças inimigas. O custo foi imediato: seu pulso disparou para 17%. O sangue escorreu pelo canto de sua boca, quente e metálico.
Ele encontrou Ana na Arena Final. Ela estava sentada em um estrado de pedra, cercada por Elder Huo. A menina estava pálida, os lábios arroxeados pela falência meridiana iminente. O tempo de vida dela — menos de uma hora — era a única métrica que importava. Huo, uma montanha de autoridade institucional, bloqueava o caminho com um sorriso de desprezo que não
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