O Salão de Vidro e a Queda Pública
O lustre de cristal do Hotel Imperial não iluminava o salão principal; ele o julgava. Helena ajustou a alça do vestido de seda preta, sentindo o tecido como uma armadura que, por dentro, já estava em frangalhos. Ao seu redor, o burburinho da elite carioca cessava em ondas, um efeito colateral da sua entrada. Ela não era apenas Helena; era a ex-esposa de Marcelo, a mulher que, segundo as colunas sociais, havia perdido tudo no divórcio.
Marcelo estava perto da mesa de buffet, a mão possessiva na cintura de uma jovem que ria de algo que ele sussurrava. O olhar dele encontrou o de Helena através da multidão. Não havia arrependimento, apenas a satisfação fri
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