A Escolha de Helena
O escritório de Ricardo cheirava a café forte e couro envelhecido, um ambiente que, até ontem, Helena considerava um santuário de poder. Agora, o silêncio era uma acusação. Ela permaneceu diante da mesa de ébano, o contrato de dívida de honra entre os dedos. O papel, pesado e texturizado, parecia uma lâmina fria. A assinatura de Ricardo, firme e autoritária, não era apenas um compromisso financeiro; era a prova de que sua ascensão social após o divórcio não passava de uma execução de espólio.
— Você não me protegeu porque viu valor em mim — Helena disse, a voz cortante, desprovida de qualquer hesitação.
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