O Cerco se Fecha
O escritório de Ricardo, no vigésimo andar, era um aquário de vidro e mogno onde o silêncio pesava como chumbo. Elena observou o contrato sobre a mesa. As cláusulas de autonomia, riscadas e reescritas, não eram apenas texto; eram as correntes que ela estava desfazendo.
— A fachada pública é sua — disse ela, mantendo o tom profissional que era sua única armadura. — Mas minha vida privada, e quem nela habita, não é negociável. Se o contrato for assinado, será sob estes termos: total soberania sobre meu tempo fora dos eventos oficiais.
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