Proximidade Perigosa
O silêncio na mansão Albuquerque não era paz; era uma forma de vigilância. Elena observava o reflexo da própria imagem no vidro da janela do quarto de hóspedes, a silhueta austera refletindo a armadura que ela vestia para sobreviver àquela nova realidade. O documento que provava a conspiração da família de Ricardo, agora escondido no fundo de sua pasta de trabalho, parecia pulsar como uma ferida aberta. Ela não era apenas uma noiva de fachada; era uma testemunha de um crime emocional cometido há sete anos.
Um toque seco na porta, seguido pela abertura imediata, interrompeu seus pensamentos. Ricardo entrou sem
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