Contrato de Vidro
O ar na sala privativa do centro de convenções era rarefeito, carregado com o cheiro de café amargo e a frieza metálica que parecia emanar de Ricardo. Ele estava encostado na mesa de mogno, os braços cruzados sobre o terno impecável, observando Elena enquanto ela lia a última página do contrato. O silêncio era uma pressão física; lá fora, a orquestra do gala tocava uma valsa, mas aqui, a dignidade de Elena tinha um preço fixado em cláusulas de confidencialidade.
— As cláusulas de exclusividade são draconianas, Ricardo — disse Elena, a voz mantendo uma calma profissional que custou caro para sustentar. Ela apontou para o parágrafo dezessete. — Você ex
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