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Chapter 10: O Cerco de Valerius

Kaelen utiliza o Módulo Proibido para sobrecarregar as defesas do 43º andar, expondo a natureza sacrificial da Torre para todos os níveis inferiores antes de ser selado por Valerius.

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O Cerco de Valerius

O ar no 43º andar não era apenas rarefeito; ele estava sendo drenado. O indicador de oxigênio no HUD de Kaelen piscava em um vermelho agressivo, sincronizado com o zumbido estridente das turbinas de purga da Torre. Valerius não estava apenas tentando detê-lo; ele estava incinerando o setor para garantir que nenhum dado, nem o próprio Kaelen, sobrevivesse ao expurgo.

— O sistema de ventilação foi invertido — a voz de Soraia cortou o canal, carregada de estática. — Ele fechou as comportas de emergência. Se não abrirmos a antepara do núcleo agora, a pressão vai esmagar seu frame antes mesmo que a guarda de elite chegue.

Kaelen olhou para o painel de controle. Os dados do núcleo — a prova visceral de que o 43º andar era uma câmara de sacrifício humano — pulsavam em código proibido. Seu frame, uma carcaça de sucata otimizada, gemia sob o peso do overclock. Faíscas escapavam das juntas dos servos. O cronômetro da dívida, embora congelado, parecia contar os segundos de sua vida restante em batidas de coração.

— Valerius está sacrificando o andar inteiro por causa de uma anomalia — Kaelen rosnou, ajustando a garra mecânica. — Ele teme o código. Se isso vazar, a hierarquia perde o controle sobre a base.

Ele não esperou. Injetou o código proibido diretamente nos atuadores da porta. O metal protestou com um guincho que ecoou pelo corredor. A antepara cedeu, mas o alarme de 'Zona de Sacrifício' disparou, revelando sua localização para todos os níveis. Ele estava exposto.

O corredor de tubulações de alta pressão transformou-se em um labirinto de aço. Esquadrões de elite de Valerius avançavam. A voz do Comandante soou fria na transmissão: — Piloto Kaelen, sua existência é um erro de cálculo. O 43º andar será purgado. Aceite a obsolescência.

Kaelen ignorou o aviso de falha crítica. Ele redirecionou o fluxo de energia do dreno do andar — a mesma energia que a Torre roubava dos pilotos — e a injetou nos propulsores. O metal do seu chassi brilhou em um tom incandescente. Ele avançou contra a elite, usando o próprio dreno da Torre como arma. O Comandante hesitou ao ver seu esquadrão ser desmantelado pela energia bruta que ele mesmo tentara ocultar.

Com uma brecha na rede, Kaelen conectou o Módulo Proibido ao terminal principal. A dor do feedback percorreu sua espinha, sincronizando seu sistema nervoso com a infraestrutura da Torre.

— Kaelen, o pulso eletromagnético está subindo! — gritou Soraia. — Eles vão fritar seus circuitos!

— Deixe que tentem — Kaelen rugiu, forçando a transmissão. — Vou usar o feedback como escudo.

Ele converteu o pulso destrutivo em um amplificador. A verdade sobre o 43º andar — o dreno de energia, o sacrifício dos pilotos — foi disparada para todos os níveis. O silêncio da Torre foi quebrado. Abaixo deles, o rugido de milhares de motores sendo ligados simultaneamente começou a subir. Valerius selou o andar, mas era tarde demais: o 43º andar não era mais um túmulo; era o estopim de uma rebelião.

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