A Verdade Nua
O escritório de Arthur na Viana Corp não era apenas um espaço de trabalho; era um aquário de vidro suspenso sobre São Paulo, onde a transparência era a arma mais perigosa. Helena observava o tablet sobre a mesa de mogno. Os arquivos de vigilância — a prova que poderia reduzir o império de Arthur a cinzas — piscavam na tela como uma contagem regressiva para a sua própria ruína.
— Você está hesitando — a voz de Arthur cortou o ar, fria e precisa. Ele estava de costas, observando a metrópole, mas o reflexo no vidro denunciava a rigidez de seus ombros. — O chantagista não vai parar
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