A Escolha de Helena
O interior do Mercedes era um vácuo de oxigênio. Helena sentia a minuta de rescisão contra a palma da mão, o papel rígido como uma lâmina que ela não tinha coragem de cravar. Lá fora, o brilho da gala no Jockey Club era apenas um borrão de luzes distantes, uma fachada de opulência que escondia a podridão que ela acabara de vislumbrar nos jardins.
Arthur observava o tablet em seu colo, os gráficos da Viana Corp projetando sombras angulares em seu rosto. Ele não precisava olhar para ela para saber o que ela segurava.
— Assine — ela ordenou, a voz cortando o silêncio como vidro quebrado. — O teatro foi um sucesso. Isabella não é mais necessária, e eu
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