O Preço da Lealdade
O escritório de Arthur Viana não era apenas um ambiente de trabalho; era um cofre de segredos onde o ar parecia rarefeito. Helena mantinha a minuta de rescisão de Isabella oculta sob a seda do vestido, o papel rígido contra sua pele agindo como uma âncora de realidade. Ela não era mais a noiva substituta que tremia diante de um contrato; ela era uma peça que, ao ser movida, revelara um tabuleiro inteiro de podres.
Arthur girou a poltrona, os olhos escuros fixos nela com uma precisão cirúrgica.
— Você encontrou o que não deveria, Helena — disse ele. A voz, desprovida de qualquer ameaça física, era infinitamente mais perigosa. — E, por incrível que pareça, sua curiosidade me é mais útil do que a docilidade
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