A Última Armadilha
O escritório de Arthur não era apenas um espaço de trabalho; era um santuário de poder onde o silêncio pesava mais que qualquer grito. Quando Ricardo entrou, sem ser anunciado, o som de seus passos no mármore soou como uma profanação. Ele não olhou para Arthur, que permanecia imóvel atrás da mesa de mogno, uma estátua de frieza calculada. Seus olhos, injetados de uma fúria impotente, fixaram-se apenas em Beatriz.
— Você acha que venceu, não acha? — Ricardo sibilou, as mãos trêmulas traindo a compostura de seu terno sob medida. — Com Otávio fora do tabuleiro, você se sente a dona do mundo. Mas esquece quem v
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