A Máscara de Ouro
O escritório de Arthur, no quadragésimo andar, cheirava a couro envelhecido e ao silêncio estéril de um cofre. Beatriz não se moveu quando ele entrou. O dossiê aberto sobre a mesa de mogno era a prova de que seu noivado não era um resgate, mas uma liquidação de dívida de sangue. Arthur parou a poucos centímetros dela, a luz fria de São Paulo esculpindo seus traços em uma máscara de indiferença calculada.
— Meu pai não era um sócio falido — disse Beatriz, a voz firme, cortando a tensão como um bisturi. — Ele era um ativo que você liquidou par
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