A Fragilidade do Herdeiro
O escritório de Arthur não era um ambiente de trabalho; era um bunker de vidro temperado e mogno, projetado para que qualquer um que entrasse se sentisse submetido. Helena atravessou a porta sem o convite do silêncio. O dossiê que ela carregava — a prova definitiva da cumplicidade entre Ricardo e o conselho administrativo — pesava na pasta de couro como uma sentença de morte para a reputação da família Valente.
Arthur estava à mesa, mas não ocupava o espaço. Ele estava curvado, as mãos espalmadas sobre o ébano, os ombros tensos em um ângulo que denunciava uma dor física que ele tentava, inutilmente, ignorar. Quando ele ergueu o rosto, a má
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