Chapter 7
O escritório de Arthur, no topo da torre Cavalcanti, era um santuário de vidro e poder, onde o silêncio não significava paz, mas uma pressão atmosférica que parecia comprimir os pulmões de Helena. Do outro lado da mesa de nogueira maciça, Arthur a observava com a precisão de um cirurgião, o relógio de pulso refletindo a luz fria do entardecer paulistano. Helena não desviou o olhar. Ela já não era a mulher que assinara o contrato com as mãos trêmulas; agora, ela portava a existência da 'Cláusula de União Definitiva' como uma lâmina oculta.
— Você subestimou a minha capacidade de leitura, Arthur — começou Helena, a voz estável, desprovida de hesitação. Ela deslizou uma pasta de couro sobre a superfície polida. — E, presumo, subestimou minha disposição em tornar público que o &
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