Chapter 4
O café da manhã na cobertura dos Cavalcanti não era uma refeição; era uma demonstração de força. O silêncio, denso e estéril, pairava sobre a mesa de ébano como uma sentença. Helena Viana observava o reflexo de seu rosto na superfície polida, uma imagem distorcida que parecia mais frágil do que a mulher que ela se esforçava para projetar.
Arthur, impecável em um terno sob medida que parecia uma armadura, não levantou os olhos do tablet. Seus dedos, longos e precisos, deslizavam pela tela, movendo números que representavam o destino de milhares de funcionários e a ruína de sua própria linhagem.
— Seu tio tentou acessar os ativos da Viana Holdings através de uma procuraç
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