The Public Misread
O café da manhã na cobertura dos Cavalcanti não era uma refeição; era uma negociação de poder servida em porcelana fria. Helena Viana observava Arthur, cujos movimentos eram tão precisos quanto o relógio de pulso que ele ajustava com desdém. Entre eles, o contrato assinado na noite anterior repousava sobre a mesa de mármore como uma sentença, o papel pesado emitindo uma pressão que as palavras não conseguiam traduzir.
— A imprensa estará no saguão em vinte minutos — Arthur disse, sem desviar o olhar do tablet onde os gráficos de suas ações oscilavam. — A narrativa de que nos apaixonamos no gala precis
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