O Rompimento da Fachada
O ar no 42º andar da Cavalcanti Corp não era apenas condicionado; era rarefeito, carregado com a eletricidade estática de um império prestes a ser desmantelado. Helena Viana caminhou até a cabeceira da mesa de mogno, o som de seus saltos contra o mármore ecoando como uma contagem regressiva. Ela não era mais a viúva em ruína que a elite paulistana tentara isolar meses atrás; ela era a única pessoa na sala com a chave para a sobrevivência de Arthur.
Arthur estava posicionado à sua direita, uma estátua de contenção absoluta. Seus olhos, escuros e impenetráveis, não saíam de Roberto Almeida, o diretor cuj
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