A Espiral do Sucesso
O ar no 42º andar da Alencastro Corp não era apenas condicionado; era rarefeito, carregado com a eletricidade estática de uma guilhotina prestes a cair. Caio Alencastro observava o reflexo de Elena no vidro fumê que separava o corredor da sala de reuniões. Ela não tremia. O envelope de couro que ela segurava continha as provas do desvio de verbas de Beatriz — o tipo de munição que não apenas destruía uma reputação, mas implodia uma linhagem.
— Se passarmos por aquelas portas, não há retorno para a sua imagem pública — Caio disse, a voz baixa, quase um rosnado de contenção. Ele não estava tentando dissuadi-la
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